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Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Casa d'avó Madalena

12
Dez16

A estrelinha...


Avó Madalena

Julgamos-nosimg_como_cuidar_de_orquideas_10305_300_150.jpg imortais, julgamos os nossos familiares e amigos imortais... acreditamos que vamos estar sempre juntos... Adiamos uma chamada hoje, a visita de amanha passa para outro dia... e de repente o outro não está mais entre nós... partiu e levou uma parte de nós que era sua...

Tenho o coração cheio de pessoas que se cruzaram comigo e que de um modo especial permaneceram. A Kotta foi uma dessas alma. Inicialmente atrás de um ecrã de computador, depois na vida "real" mobilizou um batalhão de homens e mulheres na busca do melhor de cada um de nós. Para uns eram os bonsais, outros os licores, as receitas, as mantas de crochet, os piqueniques. Para a Kotta éramos todos filhos, primos e vizinhos. 

Foi com ela que me aventurei no meu primeiro fórum, foi pela mão dela que chegaram até mim pessoas doces que ainda hoje permanecem na minha vida, amizades que me acompanharam ao longo dos últimos anos, foi por ela que

 

aprendi a fazer um granny square e é a ela que devo a minha irmã "postiça".

A kotta partiu, mas muito dela vai permanecer connosco, o seu carinho, o seu amor pelas plantas, pelos filhos, pelos amigos, as dicas que tantas vezes nos safaram. Cada manta que eu fizer, vai ser a pensar nela, cada licor que eu faça vai ser a pensar nela... porque sem ela eu nunca teria experimentado, nem arriscado...

A primeira vez que fui a casa dela, senti-me em casa, em família, deambulamos pelo quintal, partilhamos risos, foi como se eu pertencesse aquele lugar, aquela mulher... a minha família foi recebida como família, como família que mora longe e veio de matar saudade.

Assim era a Kotta, dona de um coração onde cabia todo o mundo... hoje o meu mundo está pobre... sinto um buraco no peito a sugar-me a energia...Os meus queridos amigos começam a partir, e o meu mundo vai empobrecendo e ficando esburacado.

Adiei uma vista que nunca mais se concretizou e com ela ficou para sempre perdido o ultimo abraço à minha amiga Kotta... Mas fico feliz por ter conhecido tamanho Ser, por ter privado e aprendido muitas coisas com ela.

Devo-te muito, mais do que possas ter imaginado e muito mais do que eu te tenha agradecido. Sem o teu Quisque eu não teria sobrevivido nos momentos de maior dor, crias-te um porto de abrigo seguro e acolheste-nos a todos de braços abertos

Até já minha amiga, desculpa não te ter visitado mais vezes... por ti, e só por ti, vou terminar aquela manta que tem os teus quadradinhos. 

Beijo grande daqui até aí

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