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Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

C'a telha

Avó Madalena, 18.05.13

Hoje acordei sociável... mas algures pelo caminho da manhã fiquei c'a telha.

Mas com aquela tenha que me leva a dizer palavrões, fechar portas e gavetas em modo hiper mega rápido. Daquelas tenhas que me dão vontade de chorar e pensar nos porque do porquê das coisas... e enquanto chorava cruzei me com uma frase que dizia "Não entendo porque os pássaros permanecem no mesmo sitio tendo assas para voar..." pois eu também tenho asas, e pernas e pés e mãos e não vou embora porquê?

Lancei uma ancora sob este terreno de areia movediça, areia que me deixa insegura, insetisfeita, incoerente.....então porque não levantar arrais e partir??

Devia deixar me voar mais, quebrar estas amarras que me prendem não sei bem a que, deixar sair de mim estar vontade de mudar e de partir que se vai arrastando com a esperança infantil de que um dia tudo será diferente. 

Mas chega a altura eu que devemos ter maturidade e honestidae suficiente para admitir que esse dia poderá nunca chegar.

Vou me deixando ficar, a viver nesta bipolaridade que me transtorna, tornando me tão insuportável que até a mim me dá vontade de me auto esbofetear. 

Tou c'a telha! Mas uma telha tão grande que aposto que dava para a cobertura de um grande condominio. uma telha sem razão, só porque sim. Só posto fingo que sou cega, que nada sei e que o mundo é cor de rosa