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Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Julho

Avó Madalena, 01.07.13

Junho já se foi... 

Até que foi um bom mês: consegui realizar algumas tarefas a que me tinha proposto: retomar a "madrugar", ler mais, treinar a economia doméstica (comprar só em promoção ou com cupão, retirar 6% do ordenado, deixar de parte a diferença da prestação da casa do ano passado para este). Fui a Coimbra, passei um belo dia com uma amiga do coração, visitei a família. O M ficou de férias (passou de ano com boas notas), comecei a "destruir" o quarto dele - as obras eram já necessárias há muito tempo.

Na casa este mes baldei-me um bocado: deixei acumular alguma roupa que tinha de engomar, deixei a tralhar tomar conta da sala e deixei entrar cá em casa mil e um objectos giros que agora terei de doar (as roupas de cama já foram, faltam as loiças)

Espiritualmente sinto-me mais calma, mais em paz comigo mesma e com (alguns) outros. Sinto que poderei melhorar as minhas crises de ansiedade, superar o stress e a frustração. Respiro, penso, rogo pragas mentais, mas consigo controlar-me um pouco mais.

Morar nesta casa não é fácil, pior ainda se tiver de conviver comigo. Admito que não sou uma pessoa fácil: sou teimosa, picuinhas, tenho a mania que eu que sei e detesto sentir-me frustrada - com os níveis de açúcar em baixo sou ainda pior :) Mas esta é a minha casa, o meu lar, o meu ponto de abrigo. Aqui sinto-me bem e sinto que serei feliz. Aliás, se for corajosa e honesta tenho de admitir que sou (um pouco) feliz. 

Tenho tanto e por vezes esqueço e não dou valor. Sou realemnte mais rica do que penso, sou abençoada. 

Poso não ter dinheiro, luxo... mas tenho o meu M, os meus pais, a minha dignidade. Tenho emprego, comida na mesa e um teto. Nas noites frias tenho cobertores. Tenho luz eléctrica, água canalizada, carro. Tenho poucos amigos, mas os que tenho posso ligar a qualquer hora, chorar um pouco, desligar sem qualquer constrangimeto.

Tenho a honra de ter tido uma avó que mesmo depois de ter partido há 16 anos ainda hoje é o meu conforto. Fui a neta preferida do avô Luis, a sobrinha amada do tio "Sá". E a cereja no topo do bolo: tenho o prazer de ter o M na minha vida - o meu filho foi um presente maravilhoso, bom demais para ser verdade. O meu filho superou tudo o que imaginei. Partilhar o meu dia a dia com ele é o combustível da minha caminhada.

Junho foi um mês bom, reencontrei a  minha felicidade em mim. Amo-me mais hoje que ontem, dou mais valor ao que tenho, não olho por cima do muro para espreitar a galinha da vizinha. Se me contento com pouco?? É possivel, mas esse pouco é-me suficiente.

Que Julho seja ainda melhor que Junho e que daqui a 30 dias eu seja uma Ana melhor do que sou hoje.

Até lá....

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