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Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Um grito por socorro

Avó Madalena, 08.12.13

....um grito por socorro que ninguém ouve... uma multidão que nada te diz.... apenas esta solidão que te consome por dentro, chegas mesmo a sentir o teu interior a desabar lentamente...impensável colocar em palavras o que vai na tua mente, ninguém iria perceber, pensariam que estás louca e que deste definitivamente o passo para o outro lado da não lucidez... tentas dizer não a ti mesma, debatendo te dentro desse lodo que apenas tu conheces. Porque eu? perguntas tu a uma entidade que não te respondes.... o silêncio das não respostas, a dor e o peso de um passado que te transformou num ser que não reconheces... não mereces viver assim, penass tu. Depende de ti, dizem os outros. Saberão eles o que falam? Saberão a dor que nos provocam quando insinuam que a culpa é nossa,  porque queremos estar assim....

Deixas as marcas de dor na pele, como se isso te ajudasse a superar a dor de alma.... ficas com raiva e pena de ti. 

Desistes de ti e de todos em teu redor, mas tentas não desistir, finges ser forte, com uma calma e sorriso aparente... mas esse teu ar de frete não deixa enganar. Nada te incomoda, nada te preocupas, apenas queres os dias passem o mais rapidamente possível, que essa dor se vá embora, que essa solidão deixe de ser a tua sombra... ondes estás? Preciso de ti! Já não te reconheço....

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