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Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Qualidade de vida

Avó Madalena, 21.02.14


Quem me conhece sabe que nunca fui pessoa de me contentar com a vida, sempre procurei mais sem saber ao certo o que procurava. Sentia me sempre deslocada, ansiosa, incompleta.  Felizmente de há uns meses para cá tenho descoberto o que procurava, o que realmente me satisfaz: o nada. 

Procurei e tentei o tudo, o acumular de objectos como forma de me sentir segura, de modo a nunca esquecer as memorias, as pessoas. Procurei no lado errado, porque agora descobri que o que realmente me faz feliz é a liberdade, o espaço amplo, o vazio. Cada vez mais agora a simplicidade das coisas, a terra, o ar, o sol, cada vez mais me sinto grata pela oportunidade de poder presenciar as coisas belas da vida, o sorriso do meu filho, a voz de um amigo do outro lado do telemóvel, a leitura de um bom livro, o sabor de um vinho tinto alentejano.

Procuro-me agora dentro de ti através da yoga, do doce fare nient.

Cada vez que leio um post da Rita https://www.facebook.com/pages/The-Busy-Woman-and-the-Stripy-Cat/241010695945412 o meu coração pula, a minha pele irraça: é isto que quero para mim, uma vida minimalista, uma alma organizada, determinada e tranquila. Esta é a minha missão.

Hoje sinto me grata por descobrir o meu caminho e como o trilhar, hoje sou melhor que ontem e amanha serei melhor que hoje.