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Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Casa d'avó Madalena

Casa de uma matrafona que mora na Aldêa, passa o dia assentada no pial a dizer patochadas

Seria apenas mais uma ida ao supermercado...

Avó Madalena, 01.04.20

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Hoje foi dia de "furar" a quarentena para ir fazer umas compras. Segui a rotina do costume: verificar o stock, ver as ementas, fazer a lista, preparar os sacos, os cartões! Parecia tão fácil...

Até ao momento em que tive de me preparar para sair.. as pernas tremeram, a garganta fechou, o coração tentou saltar do peito e as lágrimas escaparam.... por instantes senti-me bloqueada... medo, pânico de ter de ir ao supermercado. Na minha cabeça a loja compara-se a um campo minado: desviar-me dos outros clientes, tocar o mínimo possível nas coisas, manter distancia de segurança, não me esquecer de nada porque não sei quando voltas, não coçar a cara, não mexer nos óculos,  desinfectar as mãos.. serei capaz de fazer todos os passos necessários? Limpar-me o suficiente para não deixar o vírus entrar na minha casa? Não colocar o meu filho em perigo? 

Quem diria que uma situação normal, vulgar me causaria tanto transtorno? 

Não foi um momento fácil... 

Depois de uma chamada para uma amiga, acalmei, enchi-me de coragem (e lágrimas) e lá fui eu.... pernas a tremer, vontade de vomitar, tonturas... a espera na fila, o segurança a controlar entradas e saídas, as prateleiras vazias.... foi uma experiência horrível.... MAS, sobrevivi, consegui fazer quase tudo o que me tinha proposto. 

(Infelizmente esqueci-me de ir à farmácia.... mas isso será outra etapa)

 

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